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Archive for 19/12/2011

A vitória da essência do futebol!

Barça põe o Santos na roda e conquista o bi

Foi um baile. Uma aula. Futebol na sua essência.

O Barcelona atropelou o Santos por 4 x 0, e conquistou o bicampeonato mundial, ontem, em Yokohama.

Dois gols de Messi, um de Xavi e outro de Fábregas.

Como havia escrito nos posts abaixo, eu já esperava que o título ficasse com o time catalão.

Só não imaginava que seria tão fácil.

Foi uma covardia.

Em certos momentos parecia um confronto de um time amador (o Santos), contra uma equipe profissional (Barcelona, é claro).

E isso ocorreu por dois motivos:

1º- O Barcelona é o melhor time da história do futebol.

Tenho 21 anos, e imagino que até o dia de minha morte, o mundo não há de presenciar nada parecido com esse Barcelona.

É claro que muitos saudosistas vão lembrar do Santos de Pelé, do Brasil de 70, da Holanda de 74, do Flamengo de 81, do Brasil de 82, mas nenhum desses esquadrões jogou mais que esse Barcelona.

É um time perfeito!

Inteligente, que sabe a hora de parar a jogada com uma falta, para evitar contra ataques.

Maduro, que não faz cera e firulas, como tanto gostam alguns jogadores brasileiros.

É um time clássico, que gosta da bola, por isso fica tanto com ela nos pés.

O Barcelona não dá balão, bicão, nem quando é pressionado em seu próprio campo.

Até em cobranças de faltas e escanteios o time catalão prefere tocar a bola do que alçá-la na área adversária.

O Barcelona adora estar com a bola.

Assim não toma gols. Assim faz gols.

O Barcelona é o retrato do futebol na sua essência.

Xavi, Iniesta formam uma dupla de Ouro. Se completam e enchem de alegria os olhos de quem gosta de futebol bem jogado. Para mim, é um prazer assisti-los em campo.

São eles que ditam o ritmo desse time brihante.

Messi é um capítulo à parte. O que esse argentino joga é um negócio assustador.

Já passou Ronaldo, Zidane, Ronaldinho Gaúcho e é, sem sombra de dúvidas, o melhor jogador da minha geração.

Talvez até da história do futebol, se tirarmos Pelé da disputa.

Sem contar com um atacante de referência – pois David Villa e Alexis Sanches estavam contundidos – Pep Guardiola escalou um 3-7-0, que na prática foi um 3-4-3.

Afinal, a todo momento Messi, Iniesta e Daniel Alves surgiam como legítimos atacantes.

Na entrevista coletiva, o treinador espanhol deu uma aula aos treinadores brasileiros. Ao ser perguntado sobre o estilo de jogo do Barcelona, que valoriza a posse de bola e troca passes com maestria, ele respondeu que arma seu time como j0gava o Brasil, que seu avô e seu pai assistiam.

Foi um tapa na cara de Muricys, Manos e Felipões da vida.

2º- O Santos foi covarde

A atitude do Santos foi a pior possível.

Durante os últimos 6 meses Muricy disse que o Barcelona era o melhor time do mundo, e exaltava demasiadamente a qualidade do futebol do clube catalão.

Talvez persuadido pelo discurso de Muricy Ramalho, os jogadores santistas entraram em campo assustadíssimos com o adversário europeu.

Muricy errou ao entrar em campo com 3 zagueiros. O Santos não jogava com essa formação há um mês, quando empatou em 1 a 1 com o Bahia em plena Vila Belmiro.

A ideia de Muricy era povoar o meio campo, setor de predomínio do time de Guardiola.

Mas de que adianta ter 5 jogadores no meio, se nenhum deles é, de fato, marcador?

A impressão que ficou é que o Santos não tinha estudado o adversário.

O time que melhor enfrentou o Barcelona em 2011, foi o Real Madrid de José Mourinho, que marcava intensamente a saída de bola rival, com Di Maria, Benzema e – pasmen – Cristiano Ronaldo.

Mas Muricy não quis seguir o exemplo do Real Madrid. Muricy preferiu seguir a linha Getafe.

E foi engolido pelo Barça.

A postura de Ganso, Elano, Borges e Neymar foi decepcionante.

Não criaram nada e, pior, nenhum dos 4 se doou na marcação para impedir as ações catalãs.

Durval e Léo, tomaram um baile de Messi e Daniel Alves.

Chegou a dar dó dos dois defensores.

Henrique e Arouca não conseguiram sequer chegar perto de Xavi, Iniesta, Fábregas e Thiago.

O Santos respeitou demais a – inquestionável – força do Barcelona.

Muricy pensou pequeno e passou vergonha.

A vitória do Barcelona foi um castigo para Muricy.

E um prêmio para quem gosta de futebol.

 

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