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Só o Inter na final do estadual. Isso é bom?

Entre os clubes brasileiros presentes na Libertadores, somente o Internacional está presente na decisão do estadual para decidir com o Grêmio a soberania regional. O Corinthians saiu fora do Paulistão ainda na primeira fase, enquanto que o São Paulo caiu nas semifinais, mesma situação do Cruzeiro no Mineiro. Já o Flamengo perdeu a decisão da Taça Rio e consequentemente a oportunidade de decidir em dois jogos o título estadual.

Porém, o nosso calendário ainda mostra que precisa melhorar em muitos aspectos, entre eles, os estaduais serem decididos num momento crucial da Libertadores. Podemos dizer que financeiramente ou até para amenizar a pressão de suas respectivas torcidas, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo possam sentir o peso de não conquistar o estadual caso a caminhada pela Libertadores não seja bem sucedida. Certamente, haverá clube em tal situação.

Apesar disso, torna-se inquestionável que na parte física e mental, o fato desses clubes apenas se focarem numa frente passa a ser uma grande vantagem. Desta vez, não há risco de perder jogador por lesão no estadual em detrimento à  Libertadores, haverá mais tempo para treinar e aperfeiçoar o aspecto tático da equipe. Logo, trata-se de uma vantagem que se for bem aproveitada, pode se tornar decisiva na hora do mata-mata na Libertadores.

Tal privilégio não conta, o já com a corda no pescoço, Jorge Fossati.  O Internacional tem um jogo que vale a classificação para a fase seguinte da  Libertadores contra o Deportivo Quito no Beira-Rio, para logo depois se  focar no Grenal no mesmo estádio no  próximo domingo (25). O detalhe é que no meio dos dois clássicos, o time de Jorge Fossati terá o primeiro confronto das oitavas-de-final da Libertadores, provavelmente contra uma grande equipe no cenário sul-americano, como um dos próprios adversários brasileiros.

Então, até que ponto a decisão do estadual irá atrapalhar a trajetória do Inter na Libertadores? Não se sabe o quanto, mas é garantido de que haverá grande desgaste físico e mental por parte dos atletas colorados. E o Inter nesta temporada 2010 está longe de convencer os críticos e seus torcedores, por não ter um padrão tático consolidado e atualmente depender mais de seus talentos individuais do que propriamente do coletivo.

Em contraponto, o Inter pode se espelhar no próprio Grêmio em 2007, que passou por situação muito semelhante.  O Tricolor decidiu em duas semanas, os dois jogos que lhe deram o título gaúcho contra o Juventude e no meio disso obteve a classificação para as quartas-de-final da  Libertadores contra o São Paulo. No entanto, o próprio Grêmio teve conseqüências nessa temporada, pois no final dela, o desgaste dos jogadores era visível. Além disso, um Grenal é um jogo em especial que exige mais aplicação física e mental. E no meio disso, há uma Libertadores a disputar.

São Paulo de Gomes é um time sem rumo

Perder um clássico para o Santos não deve ser considerado um desastre pelas bandas do Morumbi, mas a maneira que se deu a derrota na baixada e declarações acaloradas de Washington evidenciam que o São Paulo de Ricardo Gomes aparenta estar sem rumo e com uma crise no vestiário.

Washington, que não está com a razão em apresentar suas queixas aos microfones, não é o primeiro a reclamar do técnico. Gomes já teve que enfrentar descontentamentos de Dagoberto e Cicinho, mostrando que o comandante são-paulino está perdendo a mão com os jogadores, ao mesmo tempo em que não convence a torcida são-paulina, que já sente falta de Muricy Ramalho.

Fato é que o São Paulo, em seus raros momentos nesta temporada, agradou o torcedor no segundo tempo da partida contra o Santos no Morumbi. Apesar disso, Ricardo Gomes mudou de forma radical o time, que por sua vez não assimilou as alterações, tornando-se presa fácil para o Santos e, de quebra, garantiu um clima ruim nos vestiários e com a torcida.

Nesta quarta-feira (21), o São Paulo, pressionado pela eliminação no estadual e pela atual situação na Libertadores, entra em campo para enfrentar o Once Caldas. A vitória é obrigatória para se classificar com tranqüilidade. Porém, se o imprevisto ocorrer no Morumbi, Ricardo Gomes não perderá o único respaldo que ainda lhe resta: a paciência da diretoria.

Garotos da Vila fazem futebol de gente grande

O Santos vem conseguindo mais admiradores com o seu futebol não apenas vistoso, como também inteligente. Neste domingo(19), o time santista provou que não é apenas uma equipe que aplica dribles e vai ao ataque, mas também se trata de um time que se aplica taticamente e consequentemente constrói um sistema defensivo sólido. Mal comparando, o Santos de Neymar lembra o Barcelona de Messi. Uma pena que não veremos os dois times se enfrentando no Mundial de Clubes da FIFA.

Com a bola rolando na Vila Belmiro pelas semifinais do Paulistão, pareceu-me claro desde os primeiros minutos que o São Paulo dificilmente conseguiria reverter a vantagem santista. Desde o primeiro minuto de bola rolando, o Peixe foi melhor, chegando com maior perigo à área de Rogério Ceni e com maior frequência em relação ao adversário.

O São Paulo, tricampeão brasileiro e um dos favoritos para Libertadores, não ameaçou a classificação santista em nenhum momento. Ricardo Gomes tentou dar mais mobilidade ao ataque, deixando Washington no banco e Fernandinho em campo ao lado de Dagoberto.

Porém, Dorival Junior mostrou que não é apenas um treinador que caiu de para-quedas neste talentoso time. O técnico santista tomou uma atitude arriscada ao tirar André para escalar Pará na lateral-direita e sua mudança surtiu efeito, pois Fernandinho perdeu todas no setor e o ataque tricolor foi completamente nulo.

O gol de Neymar, com o braço e ao mesmo tempo sofrendo um pênalti de Alex Silva, apenas fez justiça à superioridade santista. Desde então, os outros dois gols saíram ao natural, mesmo com um pênalti não assinalado pelo árbitro José Henrique de Carvalho em Neymar.

Por falar nele, o garoto é o indiscutivelmente o melhor jogador atuando em gramados brasileiros neste momento. Tanto é que Robinho virou mais um coadjuvante perto da estrela do garoto de 18 anos. Não é para menos, uma vez que Neymar é melhor do que Robinho foi no Santos nos títulos brasileiros de 2002 e 2004, por ter mais objetividade, talento e, fundamentalmente, maturidade.

Na seleção brasileira, Dunga prega pela continuidade. No entanto, até que ponto é coerente tal postura quanto a Adriano, que não vem fazendo uma boa temporada pelo Flamengo e deixar de fora Neymar? Ou até mesmo Robinho, mesmo sendo artilheiro da Era Dunga, mas que neste momento não joga tanto como a jovem revelação santista. O jovem santista apresentando atuações de gala, tanto que agora a pressão sobre Dunga não se refere mais a Ronaldinho Gaúcho e sim a Neymar.

Apesar do bom futebol apresentado pelo Santo André e a merecida classificação para a decisão do estadual diante do Grêmio Prudente, torna-se quase impossível crer em uma zebra. Alguns podem dizer que o Ramalhão aprontou contra o Flamengo num Maracanã lotado pela final da Copa do Brasil em 2004. É verdade, todavia, o atual time do Santos joga muito mais do que aquele time rubro-negro. Logo, o Peixe é praticamente Campeão Paulista de 2010.

Eleições no Clube dos 13

A alternância de poder em qualquer instituição, seja pública ou privada, é fundamental para o seu futuro. Por isso, não aprovo pessoas que se perpetuam no poder e não vejo isso como um fator positivo para uma entidade. A mudança na administração pode ser uma oportunidade para implantação de novas idéias que visam desenvolvimento.

No entanto, essa ligação entre o ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite, e o mandatário da CBF, Ricardo Teixeira, não cheira nada bem. E o “fedor” aumenta quando há uma possível preferência da Rede Globo de Televisão pelo candidato oposicionista. Tal união não pode ser considerada uma mera coincidência, ainda mais quando há fatores que explicam essa relação.

Para começar, é conhecimento de todos que Kleber Leite e Ricardo Teixeira são amigos pessoais. No entanto, a relação entre os dois vai mais longe. O ex-dirigente flamenguista é dono da empresa responsável por negociar amistosos da Seleção Brasileira até a Copa de 2014, a Klefer, atualmente administrada por seus filhos. Além disso, a empresa participa dos contratos de placas de publicidade no Campeonato Carioca, então, não custa acatar a hipótese de ampliação de suas atividades para os torneios nacionais caso Kleber Leite seja presidente do Clube dos 13.

Também são estranhos os boatos de que se Kleber Leite for presidente do Clube dos 13, a CBF estaria disposta a abrir mão de administrar o futebol brasileiro, apenas cuidando dos interesses da seleção brasileira. Por que tal decisão ocorreria apenas com Kleber Leite na presidência? Logo, a CBF até poderia passar oficialmente a administração do futebol nacional ao Clube dos 13, mas ainda assim teria grande influência na entidade, ampliando o seu poder.

Outro fator que merece a nossa total desconfiança é a preferência da Rede Globo por Kleber Leite. Como se fosse um quebra-cabeça com todas as peças encaixadas, tudo passa a fazer sentido. Já que a CBF rompeu com a FBA, a Futebol Brasil Associados, até aquele momento responsável pela Série B, Ricardo Teixeira diminui a cota dos clubes da segunda divisão, sendo que quatro deles são filiados ao Clube dos 13.

Como retaliação, Fábio Koff sinalizou a possível solicitação do aumento da cota de TV para Série A para a renovação de contrato com a Rede Globo, que por sua vez, não se mostra disposta a conceder. Por outro lado, a Rede Record tenta obter os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e trava batalhas com a emissora carioca.

O primeiro grande golpe da Record contra a Globo foi a compra dos direitos de transmissão da Olimpíada de Londres em 2012 para o Brasil. Especula-se que a emissora tenha gasto US$ 30 milhões (R$ 63 milhões), duas vezes mais do que a Globo teria pago pelos jogos de Pequim em 2008. Então não é de se duvidar que a Record venha com força máxima para comprar o direito de transmissão do futebol nacional.

Fábio Koff tem como aliado o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, que já manifestou o seu desejo de ampliar as cotas de TV, o que o faz entrar em rota de colisão com a CBF e consequentemente com a Rede Globo. Assim, não tardou para os primeiros sinais desse racha surgirem.

Recentemente, o São Paulo apresentou um novo projeto para reforma do Morumbi e a FIFA, por meio de seu secretário Jerome Valcke, aprovou as mudanças. Estranhamente, semanas depois, Ricardo Teixeira deu declarações de que o estádio não seguia as normas da FIFA, mesmo com parecer positivo de Valcke.

Portanto, com todos esses fatos, torna-se impossível não associá-los às eleições do Clube dos 13. Não acho que a administração de Fábio Koff seja exemplar, muito pelo contrário, pois a entidade atualmente é muito aquém do que se imaginava em 1987. Porém, a chapa de Kleber Leite representa uma série de interesses daqueles que estão no poder e não querem perdê-lo. Por isso, em meio a toda essa jogatina política, Koff se torna a melhor opção para o futebol brasileiro.

Messi, incontestavelmente, o melhor na atualidade

Sou daqueles que acha que uma Copa do Mundo não deve ser o único fator que determine o melhor jogador do mundo, embora reconheça que seu peso deva ser diferenciado. Tampouco acredito que um grande craque tenha que erguer o troféu mais cobiçado de todos para se tornar uma lenda na história do futebol.

Sendo assim, se Zico, Zizinho, Ferenc Puskas, Johan Cruyff, Di Stéfano, Michel Platini e tantos outros não ganharam uma Copa do Mundo, então azar da Copa por não ter esses imortais da bola recebendo o seu troféu. Por essa razão, não condiciono a Messi a necessidade de erguer a Taça FIFA no dia 11 de julho de 2010, em Joanesburgo, para escrever seu nome na história, pois ele já o fez.

No entanto, as comparações com Maradona devem ser controladas, até mesmo pelo bem do próprio Messi. A situação do craque argentino neste ano de 2010 me lembra bastante a de Ronaldinho em 2006. Muitos acreditaram que da maneira que estava jogando, já era possível afirmar que ele jogava mais do que Pelé havia feito.

Assim Ronaldinho chegou à Copa do Mundo de 2006, para iniciar o seu declínio até a queda definitiva contra o craque Zidane. Desde então, aquele Ronaldinho mágico dos tempos de Barcelona raramente aparece, limitando-se a pequenos lampejos no Milan e, hoje, a comparação com Pelé soa como uma heresia.

Nada impossibilita Messi de superar Maradona daqui a alguns anos, mas ainda é cedo para fazer tal comparação. Ele ainda tem 22 anos, pode passar por altos e baixos, dificilmente escapará de crítica em sua carreira, como todo jogador sofre. Logo, a discussão de Messi ser melhor ou não do que Maradona pode e deve ser discutida quando o maior craque do futebol argentino (e mundial) na atualidade já estiver num estágio mais avançado em sua carreira.

O que não se discute é o fato de Messi ser o melhor jogador de 2010, repetindo o feito do ano passado. E nem a Copa do Mundo pode mudar isso, pois apesar de toda sua grandeza, o evento não pode apagar o que Messi vem fazendo pelo Barcelona, tanto no Campeonato Espanhol como na Uefa Champions League.

Afinal, o melhor jogador do mundo pela FIFA em 2006 poderia ser Ronaldinho por ter levado o Barcelona à sua segunda conquista na Champions League ou Zidane pelo que fez na Copa do Mundo na Alemanha com a camisa da França, menos Fábio Cannavaro, que apesar de ser um dos grandes responsáveis pelo Tetra da Azzurra, não poderia ser comparado a esses dois. O mesmo penso em relação a Messi, que independente de conquista a Copa, já é o melhor do mundo em mais esta temporada.

Ah Celso Roth…

E Roth fica mais uma vez no "quase"

Começo a ter minhas dúvidas se Cuca é o técnico mais azarado do futebol brasileiro. Isso porque Celso Roth não fica atrás nesse quesito. O mesmo vem fazendo bons trabalhos, com equipes que chegaram ao Brasileirão desacreditadas e as coloca entre os primeiros. Mas o técnico segue sem um título de expressão no seu currículo.

Sou daqueles que acham Celso Roth um bom técnico. É inteligente taticamente, desde que não resolva aprontar as suas saladas dentro de campo. Sabe armar bem a defesa do time, principalmente fazendo este ter um bom contra-ataque.

O Grêmio de 2008 e o Atlético Mineiro de 2009 possuem certas semelhanças, embora a fase do Galo Mineiro seja triste diante da hegemonia do Cruzeiro em Minas Gerais, que já dura duas décadas. Ambos os times estavam em crise devido aos resultados dos estaduais e da Copa do Brasil e chegaram desacreditados no Campeonato Brasileiro.

Entretanto, por dois anos consecutivos, os comandados de Celso Roth surpreenderam a todos. O Grêmio passou a maior parte do Campeonato Brasileiro 2008 na liderança e chegou a última rodada com chances de título. Porém, o time gremista permitiu que o São Paulo ficasse com a taça. Culpa do Roth? Não acho. A derrocada gremista se deve às más-atuações de alguns jogadores na hora H, como dos atacantes e dos laterais, principalmente pelo lado esquerdo. Mesmo assim, o técnico seguiu como mal-amado pela torcida gremista e após três derrotas no Grenal pelo Gauchão 2009, a sua corda estourou.

Assim Celso Roth chegou ao Atlético Mineiro, desmoralizado após sofrer pelo segundo ano consecutivo uma derrota de 5×0 para o arquirrival Cruzeiro. De quebra, assumiu o time com a difícil missão de classificar para a fase seguinte da Copa do Brasil, após perder de 3×0 para o Vitória no Barradão. E não é que o Atlético devolve os 3×0 no Mineirão? Pois é, mas o Galo foi eliminado nos pênaltis.

No Campeonato Brasileiro, Celso Roth comanda um Atlético Mineiro regular e que chegou a esta na ponta da tabela por um bom tempo. Variando as suas colocações dentro do G-4 ou próximo a ele, o Galo sempre passou a impressão de candidato ao título até as últimas rodadas e com vaga garantida na Libertadores. E para completar, na frente do rival Cruzeiro.

Mas estava bom demais para ser verdade quando se trata de Celso Roth. O Atlético Mineiro chegou na reta final ainda alimentando chances de títulos, com time reforçado com Ricardinho. Então surgem cinco derrotas consecutivas para fechar o Brasileirão, entre elas contra Palmeiras e Internacional, candidatos diretos ao G-4. Para completar na última rodada, 3×0 para o Corinthians em pleno Mineirão. Assim o Atlético encerra mais um ano sem muito que comemorar e ainda tem que aturar o Cruzeiro na frente na classiificação do Brasileirão. O resultado é a demissão do treinador atleticano.

Celso Roth passa a impressão que será sempre o técnico do “quase”. Em dois anos, quase ganhou o Campeonato Brasileiro e quase garantiu a vaga na Libertadores. Mas quis o destino que nada disso ocorresse, como se este fosse um ônus que Roth será obrigado a carregar por toda sua vida.

Eleições no Santos aproximam Luxemburgo do Inter

É cada vez mais real Luxemburgo no Internacional em 2010

As eleições ocorridas neste sábado (5) podem levar Vanderley Luxemburgo ao Beira-Rio na temporada 2010. Isso porque candidato da oposição, Luiz Álvaro, venceu a disputa contra o atual mandatário santista, Marcelo Teixeira, e será o novo presidente na Vila Belmiro. A oposição recebeu 1.882 votos contra 1.129 da situação.

Luiz Álvaro já havia deixado claro que não manteria o Luxemburgo na Vila Belmiro e se especula contatos com Dorival Junior e Silas (já fechado com Grêmio) para comandar o Santos em 2010. Segundo o futuro presidente, o atual treinador é caro e não se dedica exclusivamente ao clube alvinegro, além de afirmar que Luxemburgo foi cabo eleitoral de Marcelo Teixeira nas eleições.

Portanto a saída de Luxemburgo é praticamente certa e assim fecha mais um ciclo na Vila Belmiro.  Provavelmente Porto Alegre passará a ser o destino do técnico. As conversas com os dirigentes colorados já são antigas e com o Internacional na Libertadores, o negócio tende a ser fechado.

Caso se confirme a vinda de Luxemburgo ao Internacional, o técnico terá mais uma oportunidade para conquistar o cobiçado título das Américas.  Trata-se de uma obsessão para o treinador mais vitorioso do futebol brasileiro, cujo currículo inclui cinco títulos do Campeonato Brasileiro, 11 campeonatos estaduais e uma Copa do Brasil.

Mas a questão fica na relação custo e benefício dos últimos trabalhos de Vanderlei Luxemburgo. Os seus resultados mais recentes se resumem em três Campeonatos Paulista com elencos caros o suficiente para conquistarem uma Libertadores ou um Campeonato Brasileiro.  Assim o renomado técnico passa a ter seu nome questionado por muitos torcedores.

No Palmeiras já se especulou que o salário de Luxemburgo alcançasse R$ 700 mil mensais (embora haja notícias que desmintam essa informação). O certo é que atualmente no Santos, o técnico recebe por R$ 500 mil reais por mês. Por isso, a vinda de Luxemburgo ao Rio Grande do Sul seria um salto no padrão salarial da região.

Mesmo assim, o nome de Vanderlei Luxemburgo é bem aceito pela torcida colorada. O atual treinador Mário Sérgio veio apenas para tentar salvar 2009 e tem seu vínculo a encerrar neste final de Campeonato Brasileiro. Mas é preciso avaliar bem se Luxemburgo vale esse custo elevado, principalmente pela sua história recente.

A oposição, que levou a melhor em todas as dez urnas, teve 1.882 votos contra 1.129 da situação.

Um crime no Maracanã é possível

Torcedores flamenguistas e gremistas se juntam, mas não acredito em corpo-mole do Grêmio

O assessor de futebol do Grêmio, Alberto Guerra, já deixou claro: “Ninguém vem aqui para colocar a faixa no Flamengo. Quem está pensando isso, vai se surpreender amanhã”. De fato, a postura do Tricolor dos Pampas pode surpreender no Maracanã.

O Grêmio chegou à capital fluminense totalmente desfigurado. Entre os desfalques, estão Rafael Marques, Réver e Maxi López que foram vetados pelo departamento médico; enquanto Tcheco já realizou a sua despedida no Olímpico e Fábio Rochemback recebeu o terceiro cartão amarelo. Victor e Souza serão preservados pela direção, principalmente o meia, depois das declarações dadas na vitória contra o Barueri.

Mesmo assim, o time que irá entrar no Maracanã pode complicar a vida do Flamengo, caso este entre com clima de já ganhou. O time comandado por Marcelo Rospide terá bons jogadores, como Mário Fernandes, Léo, Adilson, Maylson, Roberson e Douglas Costa. Sendo este último atravessando por grande fase.

Nada que mude o favoritismo do Flamengo. É difícil crer que o Grêmio, com apenas uma vitória fora de casa contra o rebaixado Náutico e ainda muito desfalcado, vá aprontar contra um time que briga pelo título e terá todo o Maracanã a seu favor.

Embora haja todo um contexto favorável ao Flamengo, o técnico Andrade precisa fazer com que o time rubro-negro fique focado e não seja contagiado pelo clima de oba-oba da torcida flamenguista e até mesmo por parte da torcida gremista.

Tudo indica o Hexacampeonato Brasileiro na Gávea, mas do outro lado, estará jogadores pressionados por todos os lados para não entregarem o jogo. Há sim pressão de parte da torcida e conselheiros gremistas para que o time entregue, porém isso não é unanimidade no Olímpico e haverá pressão da imprensa, outros torcedores e ainda STJD.

Por essa razão, não acredito que o Grêmio faça corpo-mole e pode fazer jogo duro contra o Flamengo. Caso o time de Andrade não entre focado, um crime digno de Maracanazzo poderá ocorrer neste dia 6 de dezembro de 2009.

Espírito de porco

Cipullo fazendo papel de chorão

Chega ser engraçada a tentativa de o Palmeiras pressionar o Grêmio a usar titulares, isso para não dizer que a atitude é simplesmente ridícula. Mas a grande questão fica na moral do clube do Palestra Itália em pensar em ir à CBF ou à FIFA pelo uso de titulares do Grêmio na última rodada do Campeonato Brasileiro.

O vice-presidente do Palmeiras, Gilberto Cipullo, deveria olhar para o seu umbigo antes de sair dando declarações sem sentido. Isso porque o clube alviverde já usou reservas neste Campeonato Brasileiro, contra o Coritiba na primeira rodada da competição.

Oras, seguindo a lógica do senhor Cipullo, o Palmeiras não poderia usar, em nenhum momento deste campeonato, a equipe reserva. Afinal, se existe essa tal regra da FIFA em que exige que as equipes usem titulares (algo muito subjetivo para ser uma regra, diga-se), o Palmeiras cometeu uma clara infração. E todos sabem que essa não foi a primeira vez que o clube do Palestra Itália entrou em campo com reservas em toda sua história.

Portanto, está na hora dos cartolas palmeirenses enxergarem a sua própria incompetência ao invés de jogar para torcida que o Grêmio é o vilão da história. A exemplo do ano passado, o Palmeiras é um time que ameaça chegar e morre na praia, principalmente neste campeonato.

E não custa nada lembrar que nos dois jogos contra o Grêmio, o Palmeiras perdeu cinco pontos e ainda teve sorte de não sair do Palestra Itália derrotado. Essa pontuação poderia colocar o clube alviverde na liderança da competição. Então não cabe ao Cipullo ou qualquer outro cartola verde mascara incompetência e a limitação técnica do elenco palmeirense. Entre todos os que brigam pelo título, o Palmeiras é o que menos merece ser campeão e o mais fraco entre os quatro primeiros colocados.

Inter segue soberana na Itália

Foto: Agência/Reuters

Afirmar que a Internazionale é mais uma vez favorita ao Scudetto do Calcio não chega a ser nada além de uma constatação óbvia. A partida em Bologna não foi um espetáculo, algo raro quando nos referimos ao futebol italiano, famoso pelo seu pragmatismo e pela marcação.  Mas ficou em destaque a eficiência da equipe de Milão em obter mais uma vitória na Liga Italiana.

Não houve uma superioridade tão clara a favor da Inter, pois o Bologna não desistiu e sempre buscava ameaçar a área de Julio César. Porém, o atual tetracampeão italiano era o time mais perigoso em seus ataques, com bolas na trave de Diego Milito e Dejan Stanković.

A Internazionale abriu o placar aos 21 minutos, com Milito em forte chute para o gol, após falha da defesa do Bologna. Mas no lance seguinte, Zalayeta empatou o jogo para os donos da casa. Ainda assim, o time de Milão era mais perigoso no ataque e Balotelli, aos 42 minutos da etapa inicial, colocou novamente os líderes do Calcio na frente no placar.

No segundo tempo, a Inter seguiu superior, controlando bem o jogo sem pressa alguma, diante do aguerrido time do Bologna. E aos 27 minutos, Diego Milito recebe a bola de Cambiasso e faz bom passe entre dois marcadores adversários. A bola foi para o  próprio Cambiasso, aproveitando-se da falha do jogador do Bologna que vinha na cobertura e apenas mandou a bola para o gol, definindo o jogo.

Com mais essa vitória, a Internazionale chega aos 32 pontos e abre oito de vantagem para a Juventus, apesar de La Vecchia Signora ainda jogar nesta rodada contra a Udinese, em Turin. Mas essa distância lhe dá tranqüilidade para seguir no Campeonato Italiano e, principalmente, se focar para a partida decisiva desta terça-feira (24), contra o Barcelona no estádio Camp Nou, pela Uefa Champions League.

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