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Arquivo para a categoria ‘Barcelona’

Vitória da Estratégia

De português ele não tem nada...

O Mundo parou para assistir o “Jogo do Ano”, ontem, no estádio Camp Nou.

Barcelona x Inter de Milão.

“O mehor time do Mundo” x “A melhor defesa do Mundo”

Como foi derrotado por 3 x 1 no primeiro jogo, na Itália, o Barcelona precisava vencer por mais de 2 gols de diferença, para chegar à final da Champions League.

Logo nos primeiros minutos de bola rolando, já estava claro que a Inter de Milão jogaria em cima da vantagem adquirida no primeiro confronto.

José Mourinho armou o time italiano todo recuado, atrás da linha da bola, esperando os erros do time espanhol.

Thiago Motta marcava Messi individualmente, e o argentino pouco criava.

O Barcelona, no melhor estilo “Guardiola” de jogar futebol, trocava passes pacientemente, procurando espaços.

Por outro lado, a Inter esfriava o ritmo do Barça. E não sofria grandes riscos.

Porém, aos 27′, Thiago Motta – que já tinha cartão amarelo – foi expulso após encostar o braço no rosto de Busquets.

A injusta expulsão poderia colocar fogo no jogo. Afinal, Messi teria liberdade para jogar.

Mas, inteligentemente, Mourinho recuou o camaronês Etô para a meia esquerda e criou duas linhas de quatro jogadores. Deixando Diego Milito isolado na frente.

A estratégia do técnico português funcionou.

O Barcelona tinha no final do primeiro tempo 76% de posse de bola. Mas apenas duas chances de gol.

Uma com Messi, que obrigou  Júlio César a fazer uma linda defesa. E outra com Pedro que, de dentro da grande área, chutou pra fora.

No segundo tempo o panorâma era o mesmo do primeiro. O Barcelona, persistentemente, tocava a bola de um lado pro outro, e parava no bloqueio da equipe italiana.

Novamente Lúcio foi um monstro. Tirou tudo de dentro da área.

Mostrou pro Mundo que é o melhor zagueiro da atualidade.

Os argentinos Zanetti, Samuel e Cambiasso também jogaram muito.

E Messi? O argentino – mesmo sem a sombra de Thiago Motta – pouco pegava na bola.

De tanto insistir o Barça criou chances. A mais perigosa foi na cabeçada de Bojan, que Júlio César tirou com os olhos.

E finalmente, aos 38′ saiu o gol do time espanhol. Xavi lançou Piqué dentro da área. O zagueiro (impedido!) driblou Júlio César e completou pro fundo do gol.

Nos minutos finais o Barcelona até tentou sufocar a Inter, mas só criou chances em chutes de média distância, que não fizeram nem coceguinhas em Júlio César.

Fim de jogo. Barcelona 1 x 0 Inter de Milão. O time italiano está na final.

O jogão de ontem, e a classificação da Inter derrubaram alguns mitos do futebol:

- José Mourinho, apesar de ser mascarado, é sim um baita treinador. Mostrou que sabe muito de tática. Tem o time nas mãos. E montou uma defesa sólida que há muito tempo não se via no time milanês.

- A Inter de Milão não jogou na retranca. Foi a estratégia de Mourinho que obrigou a equipe italiana a abdicar do ataque. E a estratégia funcionou.

- Nem sempre vence o melhor. Os amantes do futebol arte odiaram o resultado. O Barcelona tem mais time, mas não correspondeu dentro de campo.

- Maicon, Lúcio, Samuel e Zanetti jogaram mais do que Xavi, Pedro, Messi e Ibrahimovic.

- Que Messi é um gênio, isso ninguém tem dúvida. Só que ele precisa jogar mais. Muito mais.

Enfim, no dia 22 de maio, Inter de Milão e Bayern de Munique vão decidir a final da Champions League, em Madrid.

Será o último capítulo da Champions League 09/10.

Na opinião deste blogueiro, o time de José Mourinho é favorito.

É esperar pra ver…

Se liga na Liga! – Decisão para o Camp Nou…

O jogo mais esperado das quartas de final da Liga dos Campeões era Arsenal e Barcelona, e não decepcionou. Os dois times reeditaram a final da UCL de 2006, quando o clube catalão se sagrou campeão.

As atenções estavam voltadas para o craque Lionel Messi, que nas semanas anteriores vinha sendo comparado com Maradona e até mesmo com Pelé.

O jogo começou com uma blitz do Barça em cima do Arsenal. Nos primeiros 16 minutos de jogo houve um massacre espanhol. Daniel Alves e Messi começaram muito bem o jogo, criando as maiores oportunidades. Mas mais uma vez parecia que o filme ia se repetir. Lionel muito bem e Ibrahimovic muito mal. O atacante teve três chances claras de abrir o placar no Emirates Stadium e as desperdiçou. Porém, Messi também teve mais três chances e também não conseguiu abrir o placar. Alguma coisa estava errada. Errada não! CERTA! Assim chegamos ao primeiro personagem do jogo. Almunia. O goleiro dos gunners simplesmente fechou o gol. Impediu que o time saísse do primeiro tempo levando uma goleada.

Aí você me pergunta: E o Arsenal? Não fez nada no primeiro tempo? Pois é meus amigos, a bruxa estava solta para o time londrino. Logo no começo do jogo perdeu um dos seus principais jogadores. Arshavin sofreu uma contusão e teve que ser substituído por Eboué aos 27 minutos. Logo em seguida, Gallas que voltava de contusão também sentiu e foi substituído por Denílson, deslocando Song para a zaga.

Saldo “positivo” para o Arsenal na primeira etapa, apesar que perder dois jogadores, conseguiu segurar a pressão e voltou para os vestiários com o empate. Bastava Wenger conversar com a garotada e tudo se resolveria para o segundo tempo, certo?!

Errado!

Os times voltaram e com 25 segundos do segundo tempo, Ibra foi lançado, Almunia sai muito mal do gol, e o sueco encobre o goleiro com um toque refinado. 1×0 Barça. Aos 16 minutos Ibra recebe lançamento igualzinho ao do primeiro gol e dessa vez fuzila o goleiro. Barça 2 a 0. “Vai pintar goleada”, foi o que pensei.

Chegamos ao último personagem. Walcott. Arsene Wenger põe o menino para jogar na costas de Maxwell, e ele muda o jogo. Na segunda jogada em velocidade do rapaz, gol do Arsenal. Era o que o time precisava para se inflamar. O Barça parou de jogar e a partir daí só deu Arsenal. Aos 40 minutos do segundo tempo, Puyol comete pênalti em Fábregas, situação clara de gol, zagueiro expulso e jogo empatado, 2 a 2.

Fábregas bate o pênalti e empata o jogo no Emirates

Lembram daquele que eu comentei que estavam todos de olho nele? Pois é, jogou até os 20 minutos do primeiro tempo, e depois foi totalmente anulado pelo meio campo do Arsenal, mais precisamente por Denílson. Às vezes volto a pensar nas conversas que tenho nos bares com meus amigos, onde sempre defendo o Messi, enquanto todos o chamam de pipoqueiro. Será?

Veja os melhores momentos abaixo:

Final de jogo: Arsenal 2 x 2 Barcelona

Desfalques para a volta: Pelo Arsenal, Fábregas recebeu terceiro cartão amarelo, Arshavin ficará fora por 3 semanas, Gallas continuará de molho. Pelo Barça, Piquet recebeu terceiro amarelo, Puyol foi expulso direto, e provavelmente contará com a volta de Iniesta.

ARTILHEIROS:

Cristiano Ronaldo/Real Madrid – 7 gols

Wayne Rooney/Manchester United – 5 gols

Arma anti Barça…

fonte: fcbarcelona.com
Essa foto está desatulizada, ainda faltam duas taças ganhas no último mês.
bv
Depois de ganhar todos os títulos disputados deste a última temporada, a equipe do Barcelona mostrou neste meio de semana que não é imbatível.

No jogo contra a Inter de Milão, válido pela 1ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o time espanhol ressaltou sua grande fraqueza.

Basta o adversário apenas se defender e desistir de atacar. Pronto! Para os que queriam a fórmula mágica eu encontrei.

O jogo do Barça não se encaixa contra equipes que utilizem defesas baixas (entendam baixas como defesas que não sobem até o meio de campo para marcar os atacantes).

O sistema de jogo, implantado por Frank Rijkaard e melhorado por Pep Guardiola, funciona perfeitamente nos jogos contra times do campeonato espanhol onde todos jogam fazendo linha de impedimento quase no meio de campo.

Basta uma troca de passes com qualidade para que os jogadores apareçam livres frente a frente com o gol.

Não é tudo tão simples assim, mas é clara a dificuldade que o Barça encontra contra equipes que venham de outra escola de futebol.

Vejam três exemplos disso:

2009/2010 – Liga dos Campeões – Inter 0 x 0 Barcelona: Um dos jogos mais fracos dos últimos anos. O Barça encontrou um adversário que apesar de jogar em casa priorizou a defesa, aliás, se contentou em apenas se defender. O time italiano concentrava sua marcação na entrada da área e assim diminuía o espaço para as jogadas de ataque do Barcelona.
O que foi mais surpreendente neste jogo foi o desespero do Barça nos momentos de pouca criação ofensiva. Tudo no ataque se resumia a cruzamentos para a área.
Nesse momento eu reparei que não são apenas nossas equipes tupiniquins que começam a tentar chuveirinhos no final dos jogos que estão indo para o limbo.

2008/2009 – Liga dos Campeões – Chelsea 1 x 1 Barcelona: Os times ingleses têm como característica fazer uma marcação com duas linhas de quatro. Os jogadores vão catando cavaco e depois começam uma coreografia. Ops… Isso era um pedaço de outro post que estou escrevendo no meu blog de dança.
Mas recapitulando, os times ingleses adotam um sistema de marcação semelhante ao espanhol. As defesas jogam muito avançadas, porém a grande diferença está no de meio de campo.
Enquanto equipes espanholas jogam com um volante e contenção e três jogadores na criação, as equipes inglesas jogam com quatro jogadores marcando e atacando.
Isso dificultou muito para o Barça que não encontra espaços para que suas trocas de bola rápidas pelo meio sejam incisivas.
No final deste jogo o Barça se classificou por causa do gol marcado fora de casa aos 47 do segundo tempo.

2006/2007 – Mundial InterclubesInternacional x Barcelona: O Barcelona jamais esperaria enfrentar uma equipe brasileira jogando toda recuada. Para os que se lembram bastou um contra ataque para que o espetacular Adriano Gabiru estabelecesse a primeira crise da era Rijkaard/Ronaldinho.

Perfeição na Espanha

Como citado acima as dificuldades do Barcelona estarão em escolas diferente da Europa, na Espanha tudo continua na rotina.

No jogo finalizado há poucos minutos o Barcelona derrotou a equipe do Atlético de Madrid por 5 x 2 e segue com 100% de aproveitamento. Três jogos três vitórias.

Para os que acompanharam a partida assistiram um jogo sem graça nenhuma. Depois que o Barça fez 4 x 0 no primeiro tempo dava até de los colchoneros.

Nesta partida também foi possível ver a inversão de posição entre Ibrahimovic e Henry.
Pep Guardiola parece não estar satisfeito com o desempenho de Ibra como centroavante.

Seria esta uma pequena amostra de arrependimento por ter deixado Eto’o sair para comprar um jogador com características tão diferentes?

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