Ah Celso Roth…
Começo a ter minhas dúvidas se Cuca é o técnico mais azarado do futebol brasileiro. Isso porque Celso Roth não fica atrás nesse quesito. O mesmo vem fazendo bons trabalhos, com equipes que chegaram ao Brasileirão desacreditadas e as coloca entre os primeiros. Mas o técnico segue sem um título de expressão no seu currículo.
Sou daqueles que acham Celso Roth um bom técnico. É inteligente taticamente, desde que não resolva aprontar as suas saladas dentro de campo. Sabe armar bem a defesa do time, principalmente fazendo este ter um bom contra-ataque.
O Grêmio de 2008 e o Atlético Mineiro de 2009 possuem certas semelhanças, embora a fase do Galo Mineiro seja triste diante da hegemonia do Cruzeiro em Minas Gerais, que já dura duas décadas. Ambos os times estavam em crise devido aos resultados dos estaduais e da Copa do Brasil e chegaram desacreditados no Campeonato Brasileiro.
Entretanto, por dois anos consecutivos, os comandados de Celso Roth surpreenderam a todos. O Grêmio passou a maior parte do Campeonato Brasileiro 2008 na liderança e chegou a última rodada com chances de título. Porém, o time gremista permitiu que o São Paulo ficasse com a taça. Culpa do Roth? Não acho. A derrocada gremista se deve às más-atuações de alguns jogadores na hora H, como dos atacantes e dos laterais, principalmente pelo lado esquerdo. Mesmo assim, o técnico seguiu como mal-amado pela torcida gremista e após três derrotas no Grenal pelo Gauchão 2009, a sua corda estourou.
Assim Celso Roth chegou ao Atlético Mineiro, desmoralizado após sofrer pelo segundo ano consecutivo uma derrota de 5×0 para o arquirrival Cruzeiro. De quebra, assumiu o time com a difícil missão de classificar para a fase seguinte da Copa do Brasil, após perder de 3×0 para o Vitória no Barradão. E não é que o Atlético devolve os 3×0 no Mineirão? Pois é, mas o Galo foi eliminado nos pênaltis.
No Campeonato Brasileiro, Celso Roth comanda um Atlético Mineiro regular e que chegou a esta na ponta da tabela por um bom tempo. Variando as suas colocações dentro do G-4 ou próximo a ele, o Galo sempre passou a impressão de candidato ao título até as últimas rodadas e com vaga garantida na Libertadores. E para completar, na frente do rival Cruzeiro.
Mas estava bom demais para ser verdade quando se trata de Celso Roth. O Atlético Mineiro chegou na reta final ainda alimentando chances de títulos, com time reforçado com Ricardinho. Então surgem cinco derrotas consecutivas para fechar o Brasileirão, entre elas contra Palmeiras e Internacional, candidatos diretos ao G-4. Para completar na última rodada, 3×0 para o Corinthians em pleno Mineirão. Assim o Atlético encerra mais um ano sem muito que comemorar e ainda tem que aturar o Cruzeiro na frente na classiificação do Brasileirão. O resultado é a demissão do treinador atleticano.
Celso Roth passa a impressão que será sempre o técnico do “quase”. Em dois anos, quase ganhou o Campeonato Brasileiro e quase garantiu a vaga na Libertadores. Mas quis o destino que nada disso ocorresse, como se este fosse um ônus que Roth será obrigado a carregar por toda sua vida.



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