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Arquivo para a categoria ‘Palmeiras’

Fenômeno – parte 2

Não se preocupem. O Corinthians já proibiu os passeios do fenômeno em sua motoca

Corinthians

 Desde a chegada do R9 no Corinthians, fica evidente a confiança da equipe no seu futebol.

Mesmo sendo acusado de estar fora de forma, o jogador desequilibrou na fase final do Paulistão e da Copa do Brasil de 2009. Nos clássicos, sua presença é ainda mais marcante. Contra o Palmeiras ele já marcou 3 vezes, e 2 contra Santos e São Paulo.

Agora um problema:

Assim como Ronaldo é importante em campo, quando ele não está presente o time sente uma carência notória.

Claro que ele não tem mais 22 anos e perdeu toda sua velocidade, mas por características o Corinthians não tem um finalizador. Na verdade o timão não tem um bom time.

Basta o “gordo” sair que vemos um time com jogadores APENAS voluntariosos. Dentinho, Jorge Henrique, Elias, Danilo, Iarley, Chicão são meros coadjuvantes, isso sem contar o Souza, que sofre uma pressão fora de série quando tem a obrigação de substituir o Ronaldo.

Copa de 2014

Infelizmente não dá mais. Por mais que eu tenha escrito uns 5000 caracteres falando sobre a importância do Ronaldo acredito que não caiba um jogador com as características dele, no atual elenco da seleção.

O Dunga não pode se dar ao luxo de colocar um time inteiro para correr enquanto o Ronaldo espera a bola no pé para resolver.

Além disso, pesa contra o Ronaldo sua ameaçadora presença. Não querendo comparar o Luis Fabiano com o Souza, mas imaginem a pressão no Fabuloso quando ele olha para o banco e vê o Ronaldo sentado.

Dos 5 atacante que o Dunga vai levar para a Copa 4 já estão garantidos, Luis Fabiano, Robinho, Adriano e Nilmar

A vaga restante será disputada por Vagner Love, Afonso Alves, Ricardo Oliveira, Rafael Sobis, Hulk e Pato.

Este último, na minha opinião, desponta como favorito por atravessar um bom momento além de ser um dos poucos que teria idade para disputar a Copa do Mundo no Brasil em 2014.

Fenômeno – parte 1

Ele sempre fez a diferença

Que o Ronaldo é um dos maiores jogadores de todos os tempos não há o que discutir. Mas por trás dos gols e conquistas individuais, existe um algo a mais que acompanha o jogador.

 É impressionante o poder que o atual atacante do Corinthians tem de mudar tudo ao seu redor. E não falo apenas dentro de campo.

 Desde sua chegada muitas coisas mudaram no País.

 Patrocínios.

 Apenas como comparação, em 2008, o São Paulo vinha de 1 campeonato mundial e 3 títulos brasileiros consecutivos e se vangloriava de ter o maior contrato de patrocínio de camisa do País.

 A LG pagava pelo espaço principal da camisa do Tricolor aproximadamente 16 milhões de reais. Desta forma, este valor servia de parâmetro para que as demais equipes fechassem seus acordos. Afinal de contas, o time que vem de 3 conquistas seguidas do Brasileiro, 1 Libertadores e 1 Mundial deveria ter o melhor contrato de patrocínio do Brasil.

Já em 2009, com a chegada de Ronaldo este valor passou a ser revisto. O Corinthians com seu atrativo de peso, literalmente, conseguiu superar a marca de 16 milhões.

 Por apenas 10 meses, o Timão recebeu da empresa de laticínios Batavo 18 milhões de reais, sendo que este valor foi fechado em meio à maior crise econômica desde 29.

 Agora em 2010, passada a crise, o Corinthians fechou um novo contrato agora com a Hypermarcas no valor de R$ 38 milhões. (Apenas como adendo, a equipe de Parque São Jorge vai receber R$ 28 milhões liquido os outros R$ 10 milhões são parte do pagamento do Ronaldo.)

 De qualquer forma, a parceria estabelece um novo parâmetro para as outras equipes. Prova disso é o Flamengo ter fechado um acordo com a Batavo, ex Corinthians, no valor de R$ 25 milhões.

 Então, podemos dizer que após a vinda do Ronaldo o valor de arrecadação com patrocínio NO BRASIL teve um aumento de praticamente 53%.

 Já o São Paulo que, na teoria, deveria ter esta valorização por conta de toda sua estrutura e conquistas, agora parece ter tomado vergonha na cara e definiu que não fecha um acordo por menos de 25 milhões.

 Craques

 Além da melhora dos patrocínios, o Ronaldo também foi responsável pela melhora técnica das outras equipes.

 Seu retorno provou que era possível ganhar muito dinheiro e estar no Brasil, perto de casa, dos amigos, da família e de todo o resto que só tem aqui.

 Depois do seu retorno voltaram Adriano, Vagner Love, Roberto Carlos, Emerson, Fred, Robinho e mais algum nome que eu esqueci.

Para os que não acreditam que não foi o Fenômeno responsável por todos estes retornos eu uso apenas um argumento.

 Por que quando o Adriano voltou para o São Paulo, em 2008, não aconteceu à mesma coisa?

Adaptação

Edmílson arrebentando pelo Verdão

Se falassem que seu time está contratando um jogador com passagem pelos maiores clubes da Europa, com uns 32 anos e tenha feito grande sucesso no velho continente, aposto que você ficaria entusiasmado. Afinal de contas se o cara brilhou na Europa é meio lógico que ele jogará muito no Brasil.

Porém dois jogadores de equipes paulistas estão aí para provar o contrário.

No Palmeiras o volante Edmílson que foi 4 vezes campeão do Campeonato Francês, 2 vezes campeão Espanhol e 1 vez campeão da Liga dos Campeões não conseguiu mostrar o futebol que o consagrou no exterior. Apesar de toda sua experiência e sendo escalado como atuava na Europa ora como zagueiro, ora como volante ao lado do Pierre o jogador sempre esteve fora de sintonia com o time.

No começo do ano não foi tão perceptível esta falta de adaptação. O Vanderlei escalava um time com 3 zagueiros e o Pierre na frente da zaga então o camisa 3 não era tão solicitado.

Os problemas vieram quando Pierre se lesionou e  Edmílson foi adiantado para fazer sua função de cabeça de área.

O tempo maior com a bola nos pés fez aparecer todas as dificuldades do jogador. Era nítida a falta de tempo de jogo, espaço em campo e execução das jogadas.

O mau futebol virou rotina e a situação foi se arrastando até o final do ano, pois o Palmeiras não podia inscrever novos jogadores no Brasileirão.

Para 2010, Márcio Araújo foi contratado para jogar de volante. Já o Edmílson não está nem treinando e terá seu contrato rescindido.

Outro que enfrenta dificuldades no seu retorno ao Brasil é o lateral Léo que está no Santos (por enquanto).

O jogador teve uma 1ª passagem marcante no peixe quando ganhou o Bi Brasileiro e se transferiu para o Benfica de Portugal.

Na volta a terras brasileiras em 2009, após 5 anos fora, o jogador enfrentou algumas lesões e não conseguiu ter uma regularidade. A situação era igual a do Edmílson.

Falta de coordenação com o resto do time, ele parecia sempre estar em um time diferente dos demais jogadores.

Para piorar Léo ganha um salário considerado muito alto pela nova diretoria e ainda está negociando uma redução para continuar na Vila.

O técnico Dorival Júnior por enquanto vai improvisando Pará na esquerda e aguarda que Léo acerte sua situação contratual e principalmente encontre o bom futebol que o credenciou a “quase” disputar o mundial de 2006 pela Seleção Brasileira.

Existe muita expectativa pelo retorno do lateral Roberto Carlos ao futebol brasileiro e como será sua adaptação depois de 14 anos atuando fora. Mas se considerarmos apenas estes dois exemplos era melhor ele ter ficado bem longe do Brasil.

Ressurreição Verde

Bons tempos voltarão?

Ouço todos os anos comentários dizendo que ano que vem será melhor. E mais uma vez tenho que concordar que não será difícil melhorar um ano desatroso como esse. Mas quais são os erros que se sucedem? Parecia que tudo iria dar certo. E ano após ano essa aparência se modifica.

Iniciamos o ano com um presidente de ponta. Somente o assessor econômico do Presidente Lula. Não que as dívidas seriam quitadas, mas teríamos uma gestão melhor do que a de Dela Monica. Nem citarei o Sapo Boi. Apesar de tudo ele e a Parmalat conseguiram trazer a América. Além disso fechamos uma parceria com a WTorres para a construção/reforma do Estádio. A pedra fundamental foi lançada, resta o cimento. E quando tudo parecia perfeito, fechamos um contrato de 15 milhões com a Samsung em tempos de crise. Era o sucesso do renomado Economista. Isso só nos bastidores.

Tínhamos um time razoalvelmente bom, que se formaria durante o ano, de acordo com o excelente Técnico Vanderlei Luxemburgo. Contratamos Cleiton Xavier, aquele que ocuparia a 10 do Mago (melhor jogador da década, com exceção de Marcos). Trouxemos também Danilo e Maurício Ramos para formar a zaga. Nomes contestados pela torcida justamente pelos nomes. Entre outros, o que ressoava entre os torcedores era a chegada do artilheiro K9. Com 13 gols em 10 jogos, Keirrison fez muito mais pelo Palmeiras do que TODOS os atacantes da década. Não demorou para ir para o Barccelona. Contestado pela torcida e pelo Presidente torcedor foi embora para o pequenino Barcelona, sendo mais tarde repassado para o Benfica.

No primeiro semestre terminamos um paulista com sobras chegando as semifinais com o quarto colocado. o Santos de Neymar e Madson. Na Libertadores ouvimos os torcedores gritar Jason para os guerreiros que venceram o Sport na primeira e na segunda fase. Com uma campanha heróica na primeira fase da libertadores e após eliminar o sport enfretaríamos o Nacional do Uruguai. Time de Nome. Apenas Nome.

E quando o ano se encaminhava para ser perfeito, aos poucos se desmoronou. Aquele Santos, quarto lugar no paulista, lembrou os meninos da vila em 2002, que mesmo se classificando em último, venceram os líderes e foram para a final contra o Corinthians que tinha ao seu favor, o experiente Ronaldo. Na Libertadores, um jogo desastroso no Palestra Itália, palco de inacreditáveis pontos perdidos durante o Brasileirão, e a eliminação no Uruguai. Empatams dois jogos e havia acabado o ano.

Luxemburgo citou que Keirrison não jogaria mais com ele se voltasse. Pretensões a parte, Luxemburgo inferiu a hierarquia do Palmeiras. Estava demitido. Erro na gestão do Palmeiras. Um time vencedor precisa dar estabilidade a um técnico vencedor. Luxa não era meu favorito, mas se ele tivesse ficado não teria visto Jorginho fazer o que fez e muito menos o Muricy não fazer o que deveria ter feito.

Sem k9, Sem Luxa. E nos tornamos líderes. Com uma campanha espetacular de Jorginho, Muricy Ramalho era o treinador chave para vencer o Brasileirão pela quinta vez, assim como o Palmeiras. Chegou Vagner Love, o artilheiro do amor e com um time que parecia vencer qualquer adversário vimos, mais uma vez, a decadência.  A média de pontos de Muricy foi menor do que dos times que estavam na zona de rebaixamento, e o que parecia impossível aconteceu. Perdemos o título. E se não parecia suficiente, Perdemos a Libertadores.

Em um brasileirão onde tudo estava ao avesso, como 4 dos cinco primeiros times terem mudado o técnico além  do campeão ser carioca (especialmente o Flamengo, time que treina na praia e faz do mês 3 semanas), percebemos que planejamento não seria a peça fundamental no ano.

Sucos Camp. O mais saudável do Brasil

Não teremos Mago de volta. Não teremos o Gladiador de volta. Diego Souza deve ir embora. Se realmente existiu um planejamento ele deve ser seguido a risca. Mesmo que esse plano seja feito para a Libertadores. Porque não podemos trazer bons jogadores para jogar a Copa do Brasil se o Corinthians trouxe nada menos que Ronaldo.

Só espero que as atitudes de Beluzzo não se repitam. Um presidente pode ser um torcedor. E eu espero que ele ame o time dele mesmo. Mas, isso apenas nos jogos. Não se faz de uma figura pública um torcedor fanático. Suas atitudes podem acarretar no psicológico de muitos torcedores. E isso é inaceitável. Por favor Beluzzo, confio muito em você, mas nos momentos em que não estiver no estádio, seja apenas Presidente.

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Vicenacional

A culpa é do Corinthians, do São Paulo, do Flamengo, da Arbitragem e do Grêmio

Depois de conquistar o terceiro vice Campeonato Brasileiro em quatro anos, o Internacional também perdeu a disputa pelo técnico Vanderlei Luxemburgo que acertou sua ida para o Atlético Mineiro.

É estranho ver essa notícia, pois Luxemburgo sempre priorizou trabalhar com grandes estrelas e aparentemente o Atlético não parece estar disposto a gastar mundos e fundos para satisfazer os mimos do seu novo treinador. (Palmeiras, vc ta me ouvindo???)

Até o momento só foram cogitados  os nomes do lateral Leandro, que jogou o Campeonato Brasileiro pelo Vitória e já atuou com Vanderlei em 2003, e do zagueiro Durval, rebaixado com o Sport.

Ao menos, o Atlético conta com alguns bons jogadores para montar um time titular: Carini, Coelho, Corrêa, Ricardinho, Renteria, Tardelli. O restante do elenco ficaria por inteira responsabilidade do Luxa.

Talvez, essa liberdade para montagem do elenco seja o motivo pelo qual Vanderlei escolheu ir para o Atlético e não para o Internacinal.

O Inter já conta com uma boa base: Índio, Golívar, Kleber, Guiñazu, Sandro, Edu, Andrezinho, D’Alesandro, Giuliano, Alecsandro, Taison, além, desse elenco ter conquistado torneios internacionais recentemente como Copa Suruga Bank e a Copa Sul-Americana

Contra o time gaúcho pesa o fato/ fardo de eles sempre pipocarem nas competições nacionais (Dessa vez não foi diretamente para o Palmeiras, mas a carapuça ficou certinha). A última grande conquista colorada em terras tupiniquins veio em 1992 com a Copa do Brasil.

Só existe uma explicação para o casamento que parecia certo, segundo nosso amigo Bruno Coelho, não ter se concretizado.

Todos os envolvidos ficaram com medo de juntar a maldição do Luxa de não conquistar títulos internacionais, com a maldição do Inter em não ganhar nada “relevante” nacionalmente.

Eles ficariam igual um time verde aqui de São Paulo que não ganha nada faz tempo. (putz, de novo)

Espírito de porco

Cipullo fazendo papel de chorão

Chega ser engraçada a tentativa de o Palmeiras pressionar o Grêmio a usar titulares, isso para não dizer que a atitude é simplesmente ridícula. Mas a grande questão fica na moral do clube do Palestra Itália em pensar em ir à CBF ou à FIFA pelo uso de titulares do Grêmio na última rodada do Campeonato Brasileiro.

O vice-presidente do Palmeiras, Gilberto Cipullo, deveria olhar para o seu umbigo antes de sair dando declarações sem sentido. Isso porque o clube alviverde já usou reservas neste Campeonato Brasileiro, contra o Coritiba na primeira rodada da competição.

Oras, seguindo a lógica do senhor Cipullo, o Palmeiras não poderia usar, em nenhum momento deste campeonato, a equipe reserva. Afinal, se existe essa tal regra da FIFA em que exige que as equipes usem titulares (algo muito subjetivo para ser uma regra, diga-se), o Palmeiras cometeu uma clara infração. E todos sabem que essa não foi a primeira vez que o clube do Palestra Itália entrou em campo com reservas em toda sua história.

Portanto, está na hora dos cartolas palmeirenses enxergarem a sua própria incompetência ao invés de jogar para torcida que o Grêmio é o vilão da história. A exemplo do ano passado, o Palmeiras é um time que ameaça chegar e morre na praia, principalmente neste campeonato.

E não custa nada lembrar que nos dois jogos contra o Grêmio, o Palmeiras perdeu cinco pontos e ainda teve sorte de não sair do Palestra Itália derrotado. Essa pontuação poderia colocar o clube alviverde na liderança da competição. Então não cabe ao Cipullo ou qualquer outro cartola verde mascara incompetência e a limitação técnica do elenco palmeirense. Entre todos os que brigam pelo título, o Palmeiras é o que menos merece ser campeão e o mais fraco entre os quatro primeiros colocados.

Why Jason?

A esperança depositada em um mito , inflou o ego dos tricolores que acreditaram na ressurreição do time, ao se recuperar meteoricamente de um início ruim de brasileirão e chegar a liderança.

Mas de onde surgiu a ideia do Jason?

Há quem diga que a T.U.P (Torcida Uniformizada Palmeiras) foi a primeira a criar o símbolo, após a derrota do Palmeiras para o colo-colo por 3×1 em pleno Palestra Itália. Todos já davam o Palmeiras como eliminado. O time alviverde venceu o Sport na Ilha do Retiro por 2×0 e empatou no plaestra Itália. Venceu também a LDU e o Colo Colo, classificando assim para a próxima fase da Libertadores. Nos 4 joos que o palmeiras fez após a derrota para o time chileno, torcedores do Palmeiras e Integrantes da TUP criaram o Jason Verde.

A explicação dada pelos São Paulinos não é relacionada com o símbolo da máscara, mas representado por outro fator. J.A.S.O.N. são as iniciais dos meses em que o time tem maior produção durante o ano. Julho, Agosto, Setembro, Outubro e Novembro. Vendo essa relação o Departamento de Marketing tricolor implantou a filosofia JASON.

A última alternativa, é claro vem daquele que tudo sabe. O homem que torce pro Galo mais lindo do mundo. Milton Neves. Ano passado, MN postou em seu blog oficial sobre a disputa do título. E quando todos davam o título para Grêmio ou Palmeiras o Mito evocou aquilo que os São Paulinos usam como motivo de sucesso no Jardim Leonor.

Para ver a nota do blog de MN clique aqui!


CategoriasPalmeiras, São Paulo

Na última curva

Massa disputa o título mundial até a última curva do ano com Lewis Hamilton

Não, não estou falando de Fórmula 1!

O brasileirão deste ano terá a pior média de pontos de um campeão desde a estreia em 2003. E o que vemos não é um péssimo campeonato. Apesar do nível técnico das equipes estar nivelado por baixo a competição agrada os torcedores que terão o prazer de assistir a luta pelo título até a última rodada, caso o São Paulo não vença e os outros times tropecem.

Vamos aos jogos

São Paulo                                                                                                                                 Goiás x São Paulo                                                                                                                   São Paulo x Sport

Flamengo                                                                                                                          Corinthians x Flamengo                                                                                                              Flamengo x Grêmio

Internacional                                                                                                                          Sport x Internacional                                                                                                    Internacional x Santo André

Pontuação:

São Paulo 62p – 17v                                                                                                                       Flamengo – 61p – 17v                                                                                                                     Internacional – 59p – 17v

Mas não está faltando algo. Ah claro. Palmeiras, aquele mesmo que não foi lembrado pelo GE na capa de hoje.

Em foto como matéria de capa aparece São Paulo, Flamengo e Internacional como candidatos ao título.

Será que é mania de perseguição verde. Ou será que pelo fato do Goleiro Marcos ter dado adeus ao campeonato, os editores e desenhistas do Globo Esporte já descartaram o Palmeiras.

O Colorado segue com a mesma pontução, uma vitória a mais e jogos teoricamente mais fáceis. Mas, só isso não impede o Alviverde, time que liderou METADE do campeonato não seja um postulante ao título.

Se a esperança é simbolizada pela cor verde, aproveitem, This is the moment!


Em noite de total descontrole emocional, Palmeiras dá Adeus ao título

Obina tenta acertar o companheiro Maurício com um soco

Vergonha. Está é a palavra que mais representa o Palmeiras nos últimos jogos. Desde o empate com o Avaí no Palestra Itália, o time vem caindo de produção e conseguindo resultados pífios. Foram nove jogos incluindo o de ontem com o Grêmio:

Palmeiras 2 x 2 Avaí

Náutico 3 x 0 Palmeiras

Palmeiras 0 x 2 Flamengo

Santo André 2 x 0 Palmeiras

Palmeiras 4 x 0 Goiás

Palmeiras 2 x 2 Corinthians

Fluminense 1 x 0 Palmeiras

Palmeiras 2 x 2 Sport

Grêmio 2 x 0 Palmeiras

Foram 27 pontos disputados, e apenas 6 ganhos, uma porcentagem de 22% de aproveitamento. Uma decepção para um clube que almejava ser campeão brasileiro. Uma simples comparação com os outros dois concorrentes diretos ao título: o São Paulo, atual líder do campeonato, nos últimos 9 jogos, 27 pontos disputados, conseguiu 17 pontos, um aproveitamento de quase 63%. Já o Flamengo, atual segundo colocado, conseguiu superar os dois e conquistou 22 pontos, um aproveitamento de mais de 80%. Notaram a diferença? Ressalva para o jogo contra o Goiás, onde o Palmeiras voltou a mostrar um bom futebol, Obina desencantou e “nocauteou” o clube esmeraldino. Mas deixamos o “nocaute” do atacante para mais tarde…

É evidente que o Palmeiras não joga bem, podemos comprovar isso tanto pelo futebol apresentado, quanto pelos números. Porém a esperança é a última que morre…

O time de Palestra Itália foi para o Olímpico com a esperança de vencer o Grêmio e possivelmente assumir a liderança do Brasileirão até a rodada se completar. Primeiro problema: vencer o Grêmio lá. O tricolor gaúcho estava invicto em casa (e continua invicto) desde setembro de 2008. São 37 partidas (agora 38) sem ser derrotado diante da torcida.

O jogo começa equilibrado, o Palmeiras tenta ir para cima, forçando algumas jogadas, mas o Grêmio é mais objetivo em seus lances. Nos últimos minutos do primeiro tempo o time gaúcho toma controle da partida e pressiona. Até que nos acréscimos Maxi López chuta cruzado, Marcos dá rebote, e o zagueiro Rafael Marques aparece sozinho para marcar, 1×0.

O primeiro tempo acaba e as equipes seguem para os vestiários. No meio do caminho, todos notam um desentendimento entre o zagueiro Maurício (PAL) e o atacante Obina (PAL). Discutindo feio, os dois se encaram e trocam ofensas, quando Mauricio tenta acertar um tapa em Obina. Aí não deu pra segurar, lembram do “nocaute” do atacante no Goiás? Pois bem, dessa vez o baiano tentou nocautear o próprio companheiro, desferiu um soco que acertou o zagueiro. Um total descontrole emocional de ambos.

No reinicio da partida o árbitro Heber Roberto Lopes agiu de forma corretíssima e expulsou os dois jogadores, deixando o Palmeiras com 9 homens em campo. O restante do jogo não preciso nem comentar. Foi ataque contra defesa. Maxi López ainda conseguiu marcar o segundo numa pane da defesa palmeirense.

Final do jogo 2×0 e adeus ao Penta.

Após o jogo, o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, anunciou de imediato o desligamento dos dois jogadores, afirmando várias vezes que ambos não vestem mais a camisa do clube. Obina provavelmente voltará ao Flamengo no ano de 2010, com a possibilidade de fazer dupla com Adriano. Já o jovem Mauricio, está no começo de carreira e provavelmente terá que dar um passo atrás para continuar no futebol.

Atualizado em 19/11 às 12:30

Informações novas sobre o caso:

Ontem mesmo o atacante Obina já se despediu do grupo e viajou sozinho para o Rio de Janeiro, onde provavelmente treinará separado no Flamengo até o término do Campeonato Brasileiro.

Já o zagueiro Maurício tem contrato com o Palmeiras até 2012 que será analisado pelo departamento jurídico do clube assim que a cúpula palmeirense retornar a São Paulo.

O Palmeiras retorna à capital paulista no início da tarde desta quinta.


Grêmio e Palmeiras fazem duelo com objetivos distintos

Grêmio


Assim como foi na partida contra o São Paulo, o duelo diante do Palmeiras também será essencial para o Grêmio manter a invencibilidade que já dura mais de um ano no estádio Olímpico. Já são 37 jogos sem perder em casa e manter esse tabu deve ser a meta para encerrar 2009 com mais dignidade.

O Grêmio vem desfalcado de quatro jogadores: Túlio, Fábio Santos, Tcheco e Victor. Já Réver segue em observação, mas deve jogar, assim como há chance, mais remota, para Léo. Em compensação, Marcelo Rospide terá a volta de Souza. Provavelmente, o técnico precisará utilizar Lúcio na lateral-esquerda, Thiego novamente no lado direito, contar com a recuperação de Réver para jogar ao lado de Rafael Marques.

No meio, Maylson merece mais chance de ter continuidade do que Herrera. Assim o jovem meia poderia auxiliar Rochemback e Adilson na marcação e saindo ao ataque quando possível. William Magrão também é uma ótima opção, mas não há como saber se ele já se encontra num ritmo adequado de jogo. No ataque, segue Maxi López, recebendo apoio de Douglas Costa.

Entre os desfalques, Victor e Tcheco farão mais falta. Por mais que o Marcelo Grohe seja um bom goleiro, a categoria do camisa 1 do Grêmio é de outro nível, o que o credencia a um dos melhores goleiros do mundo e o melhor em atividade no Brasil. Já Tcheco, mesmo alternando boas e más atuações, é importante pelo toque de bola e a distribuição do jogo.

Caso vença o Palmeiras, o Grêmio apenas precisará superar o Barueri no próximo domingo para passar todo ano de 2009 invicto no Olímpico. Aproveitamento de campeão, que só não coloca o Tricolor dos Pampas na liderança, pois nos jogos fora de casa a equipe gremista tem um aproveitamento de time rebaixado.

Apesar disso, o Palmeiras é um time credenciado a tirar essa invencibilidade, nem tanto pela parte técnica do time, que anda devendo nos  últimos, mas por ser um grande clube e pelo clima decisivo que envolve o duelo. A atenção total do time de Marcelo Rospide se faz necessária este clássico nacional.

Palmeiras

Já o Palmeiras de Muricy Ramalho vem dando uma aula de como perder um Campeonato Brasileiro. Com uma liderança que parecia folgada em suas mãos, o time alviverde colecionou resultados vexatórios como as derrotas para o Náutico e Santo André e mais o empate em casa contra o já rebaixado Sport. Agora o Palmeiras já observa São Paulo e Flamengo na frente e o seu retrovisor tem Cruzeiro e Atlético Mineiro ameaçando o seu atual posto.

Por outro lado, é exatamente isso que pode dar força para aos palmeirenses nesta partida, visto que deve ser tratada como se fosse uma grande final. Todos do Palestra Itália estão cientes de que se perderem o jogo, o título brasileiro fica praticamente inalcançável restando apenas duas rodadas para o  término da competição. Em suma, este é o jogo da vida em 2009 para o Palmeiras.

Muricy Ramalho já pode contar com o retorno de Pierre, o pilar de  maior sustentabilidade do meio-campo palmeirense. Desde a sua saída, o time palmeirense levou mais gols do que de costume. Mas Cleiton Xavier, o principal meia  palmeirense, permanece fora dos gramados.

Marcos e Danilo foram absolvidos pelo STJD e jogam no Olímpico. A mesma sorte não teve o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, com gancho de 270 dias de suspensão de suas atividades no futebol, pelas declarações fortes dadas contra o árbitro Carlos Eugênio Símon. Resta saber até onde isso irá atrapalhar o time palmeirense dentro do Olímpico.

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